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Beijing 2008

Enquanto isso, na China…

Entrevista com os candidatos Mario Heins e Zé Maria

Especial Eleições 2008

A Rádio Brasil, de Santa Bárbara d’Oeste, realizou entrevistas com os dois candidatos à prefeitura da cidade. Abaixo você confere vídeos com as propostas de governo na íntegra.

José Maria de Araújo Júnior – parte 1:

José Maria de Araújo Júnior – parte 2:

Mário Celso Heins – parte 1:

Mário Celso Heins – parte 2:

Desenvolvimento e crescimento urbano inteligente e sustentável

Fazia tempo que eu tava devendo um post aqui sobre algumas coisas que andam acontecendo cá por essas bandas e ainda não tive tempo de comentar. Bom, lá vai:

Santa Bárbara d’Oeste (SP) é a 45ª melhor cidade do país
Segundo uma pesquisa recente da Firjan, minha querida cidade natal ocupa, hoje, uma ótima posição no ranking de melhor cidade do Brasil. Foram analisados três pontos principais que nortearam toda a pesquisa, realizada em nível nacional: emprego e renda, educação e saúde. Bom, vamos ao que interessa: SB ficou à frente de cidades como São Paulo (92º), Uberlândia (103º) e Florianópolis (123º); porém, entre as cidades da região, acumulamos uma amarga perda –Americana ficou em 13º lugar; Hortolândia, 13º; e Campinas, 39º. Realmente há muito ainda a se fazer se quisermos alcançar patamares superiores ao que hoje obtivemos. Há, sim, investimentos sendo feitos em infra-estrutura como recapeamento de praticamente 100% da malha asfáltica da cidade, criação de corredores de acesso, como o da antiga “estrada do japonês”, que liga zona sul e norte da cidade em poucos minutos, que tendem a desafogar o trânsito em pontos mais críticos como Rua XV de Novembro e Duque de Caxias, no Centro, e avenidas principais da Zona Leste, como av. da Indústria e av. do Comércio.

Também houveram avanços na área da educação na cidade. As escolas mantidas pela prefeitura (de 1ª a 4ª série) são organizadas, os professores são bem remunerados, o lanche das crianças é de qualidade e há livros e bibliotecas suficientes para atender à demanda dos pequeninos.

Na área de saneamento e abastecimento de água, SB se orgulha, hoje, em ter cerca de 70% do esgoto produzido tratado e ainda ajuda cidades vizinhas que não dão conta, como acontece com Americana. Temos água garantida para 10 anos, considerando índices de crescimento acima do que temos hoje. Ou seja: água não falta.

Agora vamos aos pontos críticos: temos um déficit habitacional de 10 mil residências. Exatamente. Dez mil famílias hoje não têm onde morar (o caso do acampamento Zumbi dos Palmares, na av. Antônio Pedroso) e outras vivem em fundos, casas de aluguel e coisa que o valha.

Saúde. A situação nesse ponto é extremamente crítica. Postos de saúde não têm médicos o bastante. O pronto-socorro central, mesmo após a mudança de prédio acumula críticas desde sua inauguração: intermináveis horas em filas de espera, falta de medicamentos e médicos… No hospital municipal faltam leitos e (novamente) médicos, que se recusam a aceitar trabalhar nas unidade públicas de saúde da cidade porque os salários são muito baixos. No caso da unidade modular Dr. Afonso Ramos, na ZL, temos uma solução que pode se tornar um problema se não for bem administrada. O governador José Serra (PSDB) anunciou liberação de verba para construção do Hospital Dia, que vai funcionar como um braço do Hospital Estadual de Sumaré (mantido e administrado pela UNICAMP) a fim de realizar cirurgias rápidas, que não necessitem de internação e possa, assim, desafogar o pronto-socorro e hospital central. Ótimo. Porém, a unidade vai atender DEZENAS (isso mesmo) de cidades da região. Não sabemos ao certo como isso vai funcionar, nem o que esperar.

Transporte. A situação é absolutamente CATASTRÓFICA, CAÓTICA, ABSURDAMENTE RIDÍCULA. Sem exageros. Uma pesquisa recente da Viba (viação que explora o transporte público na cidade há décadas) mostra que a empresa perdeu o equivalente a 22 milhões de reais, com passageiros que utilizaram o transporte metropolitano, explorado pela Ava (de Americana). Nos jornais, o diretor de operações da empresa destrinchou comentários ressentidos quanto ao montante absurdo que a empresa perdeu em todos esses anos de transporte deficitário, caro e ineficiente.

Bom, vamos às soluções. Primeiro: A Ava não pode fazer linhas dentro de bairros da cidade. Isso é lei e não tem discussão. O transporte metropolitano pode operar linhas somente de Terminal Urbano para Terminal urbano, nesse caso, do Terminal de Americana para o Terminal de Santa Bárbara. Só. Não tem essa de colocar linhas e mais linhas em bairros da ZN e ZS com ligação direta ao Terminal de Americana.

O que pode ser feito então? Antes de mais nada regulamentar o transporte metropolitano para que as empresas operem somente linhas que elas são autorizadas a operar. Ponto. Depois será preciso criara um transporte URBANO integrado com linhas METROPOLITANAS, em terminais próprios para esse fim. No caso, criação de um Terminal Urbano decente no centro da cidade e outro para interligações com linhas suburbanas na Zona Leste (ao lado do novo prédio da rodoviária, talvez?) com bilhete único. Ou seja, tira-se a Ava dos bairros da cidade, coloca-se uma empresa local explorando as mesmas linhas para não haver queda no serviço, pois quase 100 mil pessoas residentes nas duas áreas da cidade dependem do transporte metropolitano diariamente.

Dessa maneira teríamos: dois terminais urbanos (centro e ZL) integrados com linhas metropolitanas. Simples? Não. Mas é o único jeito de acabar com essa palhaçada que é o transporte público em Santa Bárbara.

Atenção extra para o transporte alternativo (moto-táxis, vans…). Essa não é uma opção que pode ser descartada logo de cara. É preciso alinhar crescimento e desenvolvimento urbano com políticas públicas inteligentes que façam com que a cidade cresça de maneira sustentável.

É isso.

O Liberal sabatina Mário Heins; leia na íntegra

GRUPO O LIBERAL: Por que o senhor quer ser prefeito?
MÁRIO HEINS: Desde que me mudei para Santa Bárbara, minha atividade na cidade foi muito participativa. Fui diretor-clínico do Hospital SB. Não consegui mais me afastar da vida pública. Fui secretário de Saúde…

GRUPO O LIBERAL: Qual a expectativa em relação ao transporte público?
MÁRIO HEINS: Ele está muito precário. Entendo que ele deve ser totalmente remodelado. Temos de integrar as empresas de Americana com a Viba, de Santa Bárbara. Entendo que a criação de um corredor intermunicipal é fundamental para que o cidadão tenha um transporte de qualidade. E a criação do bilhete único. E não é uma questão de recursos, mas de organização. O que falta em Santa Bárbara hoje é gestão.

GRUPO O LIBERAL: O senhor é a favor do transporte alternativo?
MÁRIO HEINS: Ele tem crescido muito em algumas cidades, mas também cria alguns problemas. Em Botucatu, um vereador criou um projeto de lei que se chama transporte-saúde. Todo cidãdão que fica doente recebe do Poder Público um número de bilhetes. Mas isso só é possível se houver um transporte público organizado e operando.

GRUPO O LIBERAL: Como seria o corredor intermunicipal?
MÁRIO HEINS: O corredor teria um terminal no Centro da cidade. Outro na Zona Leste, perto do shopping. E o corredor iria até Americana. Queremos ônibus nos bairros de 20 em 20 minutos e no corredor de cinco em cinco minutos. Tecnicamente, isso é perfeitamente viável.

GRUPO O LIBERAL: Qual a opinião do senhor sobre o asfalto da cidade e o que o senhor mudaria?
MÁRIO HEINS: Ele realmente se deteriorou de uma maneira mais rápida do que o previsto. Foi feita uma boa parte do recapeamento. E continuaremos com esse trabalho. Acho que é fundamental essa preservação. Hoje vivemos no império do automóvel. Ninguém vive sem asfalto no mundo moderno.

GRUPO O LIBERAL: A que o senhor atribui a não vinda da Toyota a Santa Bárbara.
MÁRIO HEINS: Não estou no governo. Minha equipe toda lamentou, porque tudo melhoraria. Infelizmente, nós perdemos. Como no passado perdemos outras empresas.

GRUPO O LIBERAL: Como o senhor vê a guerra fiscal – dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal – e como atrair mais empresas para o município?
MÁRIO HEINS: A guerra fiscal baseada no ICMS é extremamente prejudicial. Agora a guerra fiscal entre municípios, acho salutar. O município deve se empenhar de forma intensa na atração de empresas. Piracicaba oferece terrenos industriais a custo de R$ 20 o metro quadrado. Em Santa Bárbara esse valor vai de R$ 200 a R$ 400 o metro quadrado. Que empresário vai parar aqui? É preciso fazermos um distrito industrial com parceira público-privada. Temos inúmeras empresas que saíram de Santa Bárbara e foram para Piracicaba, Capivari, Limeira…

GRUPO O LIBERAL: De que maneira o senhor pretende contribuir para que os jovens recém-formados tenham lugar no mercado de trabalho?
MÁRIO HEINS: Pretendo ampliar os cursos técnicos, fazer mais escolas. Outra coisa importante é o modelo educacional. Nas escolas Cieps, modelo proposto pelo PDT, há o ensino em período integral. Estamos assistindo a uma gestão que primou pelo embelezamento da cidade. Canteiros limpinho, troca de alambrados… Será que isso é prioridade? Há recursos para Cieps. Educação será prioridade.

GRUPO O LIBERAL: Como ocupar o vazio que há entre a Zona Leste e o Centro da cidade? Esse é um grande desafio?
MÁRIO HEINS: Não, não acho que é um desafio. Na medida em que os proprietários dessas áreas verem o valor econômico que essas terras têm, investirão. O município terá de dar as diretrizes para o crescimento organizado.

GRUPO O LIBERAL: Na área do lazer para os jovens, quais os projetos?
MÁRIO HEINS: Pretendemos ampliar as oficinas de artes nos Cieps, com dança, pintura. Nesse espaço cultural, mais as áreas esportivas, pretendemos construir os Cipes para que os espaços possam ser utilizados nos finais de semanas.

GRUPO O LIBERAL: Santa Bárbara não tem área para descarte de entulho de construção. O que fazer? E sobre o lixo doméstico, qual sua proposta?
MÁRIO HEINS: A questão do entulho foi agravada nos últimos anos até pela questão do desenvolvimento econômico de nosso País. Tem de ser construída uma usina de reciclagem. O material gerado pelo entulho é útil. Pode ser utilizado, e não enterrado no lixão. É uma questão de organização. Sobre o lixo doméstico, a solução ideal são usinas para processamento do lixo. Há diversas tecnologias para resolver isso. O exemplo que eu mais cito é uma tecnologia européia. Uma usina que separa tudo o que é reciclável. Depois, compacta o lixo em prensas de altíssima pressão em peças quadradas que podem ser armazenadas por até dez anos sem dano para o meio ambiente. A água sai tratada e potável. E cada quilo de lixo compactado gera três vezes mais energia que o quilo de carvão vegetal. Vamos preservar florestas. O que precisa para isso? Precisamos fazer um consórcio intermunicipal e há linhas de crédito para isso.

GRUPO O LIBERAL: Quais seus projetos de abastecimento para a cidade? E como o senhor vê o trabalho do DAE?
MÁRIO HEINS: Não existe nenhuma possibilidade de privatização do DAE. Ele é um patrimônio do povo. A questão do abastecimetno está bastante adequada. Existem pontos isolados que estaremos melhorando.

GRUPO O LIBERAL: Santa Bárbara trata parte do lixo de Americana. Como o senhor vê isso?
MÁRIO HEINS: Essa questão tem de ser tratada conjuntamente. Temos de ter uma relação de irmãos.

GRUPO O LIBERAL: Fale da questão da saúde em Santa Bárbara.
MÁRIO HEINS: A questão da saúde é caótica em Santa Bárbara. O povo não consegue consultas. Saúde é urgente. A questão da intervenção na Santa Casa, sabemos que envolveu um gasto público considerável e não se aumentou o número de serviços prestados à população. Acho estranho gastar o dinheiro e não ter aumento no serviço. Sobre a criação do Hospital Dia, acho que o atual governo se livrou de tratar a população, porque o hospital será regional, como é o de Sumaré. Se entregarmos o nosso hospital, que foi construído na gestão em que eu era secretário municipal… Passaram uma tinha por fora e falam que está reabrindo… Na minha opinião, o governo se livrou da obrigação de manter o hospital. Será que Santa Bárbara não tem condições de assumir um hospital que é bem menor que o de Americana? Nós teremos um Hospital Municipal. Chega de barbarense ter de vir a Americana e mentir o endereço para ser atendido.

GRUPO O LIBERAL: E em relação aos postos médicos?
MÁRIO HEINS: Saúde é um problema mundial. Não é questão de recurso, mas de modelo. O atual, é igual a uma receita de bolo que não cresce. Tem de ser delatado. Existe um ponto principal na Saúde, que acho que é o norte de todo aquele que quer melhorar o atendimento. O sistema tem de restabelecer a relação médico-paciente. O médico tem de ser uma pessoa querida pela população. Nossa proposta é o PSF, já implantado em muitos municípios de nosso País e restabeleceu o vínculo do médico com a família e o respeito mútuo. PSF você divide a cidade em núcleos de seis mil habitantes. O médico terá uma demanda baixa de consultas. Então ele atende no posto e ainda vai nas casas para ver os paciente que estão acamados, que são idosos… E o médico tem uma obrigação: ele é um promotor de saúde e não aquele que atende apenas doença. Em todos os lugares onde o PSF foi implantado se nota o bom relacionamento com a população. E é perto de todos. Hoje os postos são muito distantes.

GRUPO O LIBERAL: Criando núcleos de seis mil habitantes, seriam umas 30 unidades de PSF. Há recurso para isso?
MÁRIO HEINS: Há sim. Hoje, implantou o PSF, faturou, o Ministério da Saúde manda recursos…

GRUPO O LIBERAL: Americana e Santa Bárbara não são próximas em resultados esportivos. O que se pode fazer pelos esportes de competição e de base de Santa Bárbara?
MÁRIO HEINS: Não acho que o resultado em termos de competição seja o fundamental. Estaremos investidos no fomento do esporte em nossa cidade. Não adianta ficar contratando atleta de fora e deixando de investir em valores de seu município só para obter medalhas. Temos de investir no povo de nossa cidade.

O Liberal sabatina Zé Maria; leia na íntegra

Leia, abaixo a íntegra da sabatina veiculada pelo site do LIBERAL.

GRUPO O LIBERAL: Candidato, por que o senhor decidiu tentar ser prefeito de novo?
JOSÉ MARIA: Porque entendo que a cidade conseguiu se recuperar. Tínhamos 252 títulos protestados, deviamos à CPFL. Isso sem falar da questão financeira. Havia desorganizsação do quadro. Foi uma tarefa dura, e hoje a PRefeitura está em dia com seus compromissos e a cidade, seguramente, avançou em qualidade. Se há disposição de nossa equipe para buscarmos a continuação.

GRUPO O LIBERAL: Que realidade o próximo prefeito terá de enfrentar na área de finanças?
JOSÉ MARIA: A cidade, entre as cinco que O LIBERAL cobre, foi a que mais gerou emprego ao longo do ano. Há crescimento do emprego. Há grandes investimentos na cidade. E isso tudo permitirá ao prefeito, tendo controle, que tenha condições de trabalho.

GRUPO O LIBERAL: Como unir as cinco cidades da Região do Pólo Têxtil?
JOSÉ MARIA: As empresas têm buscado as cidades que têm as melhores estruturas. Em Santa Bábrara, hoje, temos uma situação de água bastante confortável em relação aos nossos vizinhos. Somos plenos em água, graças a Deus. E temos farta distribuição de energia elétrica. Nossos acessos são bons. Temos investido na infra-estrutura.

GRUPO O LIBERAL: Santa Bárbara tem tratado parte do esgoto de Americana. Como o senhor vê que isso ajuda a cidade?
JOSÉ MARIA: Isso é extraordinário. É contribuição. Acho que esse é o caminho que os municípios terão de seguir. É civilidade.

GRUPO O LIBERAL: Como viabilizar a questão do lixo, a usina do lixo?
JOSÉ MARIA: Nos anos 80, nos unimos com os outros prefeitos da região, mas a tecnologia naquela época não era tão desenvolvida. Hoje, ela avançou. Há uma indústria têxtil em Santa Bárbara que produz sua energia, ela compra podas de árvores. E consegue tudo pela queima de redíduos. Tudo dentro da legislação. A Prefeitura deve se ocupar do que é fundamental. Mas não tenho dúvida que essa usina gerado de energia, hoje, é possível À Prefeitura dentro de seu próprio aterro.

GRUPO O LIBERAL: Em relação ao problema do entulho na cidade, qual sua proposta?
JOSÉ MARIA: Quem gera o entulho é alguém que amplia sua casa, e antigamente até colocava na sarjeta e esperava que o Poder Público recolhesse. Hoje existem essas caçambas. E a Prefeitura até aqui conseguiu dar conta dessa área. Mas nesse momento estamos com o aterro sanitário com vida útil prevista para mais um ano. Porque recebemos esse material. Teríamos de desapropriar uma área para receber esse entulho. Então eu sugeri que as empresas que trabalham com essa material se unam e consigam uma área.

GRUPO O LIBERAL; Qual a saída para o envio do lixo doméstico de nossa região?
JOSÉ MARIA: A queima é uma alternativa nova para mim. Não sabia da quantidade de material que pode ser queimado. Deve-se apenas ter cautela porque não são todos os materiais os permitidos. E o volume é reduzido. Com isso e uma usina, a quantidade que será enviada ao aterro será muito reduzida.

GRUPO O LIBERAL: O que o senhor tem a dizer em relação à saúde?
JOSÉ MARIA: Quero render homenagens ao Governo Federal, porque o PAC é algo muito bom. Só não entendo que essa questão da saúde, que é tão séria, não receba um apoio maior. Não dá para concordar que um médico recebe R$ 1,50 por uma consulta. Enquanto o médico entender que deve ter três empregos, viajando entre as cidades, a população vai sofrer. Há, de maneira geral, um avanço, mas é preciso que os municípios se atualizem. Com essa carência fica difícil. Mas Santa Bábrara tem feito tudo o que pode, como nossa Casa do Diabético, o Hospital Dia, que entregaremos, a plena recuperação do Hospital Santa Bárbara. Mas isso tudo ainda é pouco.

GRUPO O LIBERAL: A transformação do Afonso Ramos em Hospital Dia regional resolve os problemas da saúde?
JOSÉ MARIA: Nossa previsão é de 400 cirurgias por mês, o que significa um avanço. E por que não podemos atender quem é de Americana ou Cosmópolis? Buscamos dar uma eficiência em Saúde. E quem cuida é o próprio Estado. É um avanço, mas obviamente não resolve o problema da saúde.

GRUPO O LIBERAL: Qual a dificuldade para a contratação de médicos? E qual a solução?
JOSÉ MARIA: Não haverá solução sem o envolvimento dos governos. É preciso que o médico ganhe bem, mas também é preciso compromisso com as horas negociadas com aquele que o contrata. Se não, vira essa coisa que todos se queixam. É preciso saber o que o médico entende como justo. Esse País produz riqueza. Entendo que os governos, amarrados no compromisso, fiscalização e boa remuneração, podem melhorar isso.

GRUPO O LIBERAL: A falta de opções de lazer é uma reivindicação antiga dos jovens. Quais os projetos nessa área? E sobre a Usina Santa Bárbara?
JOSÉ MARIA: As áreas remanescentes da Usina Santa Bárbara, as casas que poderíamos transformar numa Rua do Porto, como há em Piracicaba, não ficaram com o município. Mas temos projetos para criar áreas para a juventude. Há que se buscar algo assim. Acho que a Usina poderá servir. Há um loteamento se instalando ali, mas gostaríamos de pelo menos um dia ou dois transformar em área para a juventude.

GRUPO O LIBERAL: Como ocupar o vazio entre a Zona Leste e o Centro da cidade?
JOSÉ MARIA: Não acho que isso seja tão sério como parece. A área é preservarda, bem cuidada. Temos um projeto da continuação da Avenida São Paulo. Mas isso já vai fazer com que haja uma ligação privilegiada. E a Avenida Santa Bárbara…. daqui uns dia inauguramos uma faculdade, a rodoviária. As margens virarão um corredor de serviços. Isso é o futuro.

GRUPO O LIBERAL: Que tipo de incentivo fiscal o senhor acha que é válido para atrair empresas? E a que o senhor atribui a não vinda da Toyota à cidade?
JOSÉ MARIA: Não dá para abrir mão de receita. Negociamos a devolução de 50% do ICMS. A empresa terá de gerar recursos para ficar dona de metade desses recursos por 15 anos. É a maneira que encontramos. Em relação à Toyota, corremos. Vinte e quatro cidadee estavam. Oferecemos todas as exigências. As que SB não conseguiu, o Estado assumiu que faria. Foi uma lição extraordinária. A verdade é que competimos com uma cidade (Sorocaba) muito forte em todos os sentidos. Um município de 600 mil habitantes, desenvolvido. E veio a notícia, que não foi boa. Mas continuamos negociando com outras empresas. Sem dúvida receberemos empresas importantes em um curto prazo.

GRUPO O LIBERAL: Qual seu plano de governo para o setor têxtil?
JOSÉ MARIA: Não há saída se o Governo Federal… eu não diria proteger, mas não deixasse que o produto de fora entrasse como entra aqui. Quando houver maior fiscalização, e o governo impor barreiras – como nos fazem com nossos produtos -, a indústria voltará a ser forte. Fora disso há nichos de mercado, mas há uma perda lamentável. O crescimento das confecções é uma saída, mas temos de vender para fora, o que é difícil hoje por conta da questão do dólar.

GRUPO O LIBERAL: Americana e Santa Bábrara são parecidas em termos populacionais, mas Americana tem conseguido resultado de mais destaque em competições. O que pode ser feito para que Santa Bárbara atinja o mesmo nível?
JOSÉ MARIA: É preciso mais investimento e infra-estrutura. Sem dúvida que isso é algo que deve ser conquistado, que me agrada. Mas é aquela questão da prioridade. Temos de conseguir superar as questão mais importantes. Fui a duas reuniões e me pediram lazer, parque infantil, praça esportiva. Fico feliz, porque antes queriam água, esgoto, recapeamento. Quero investir muito na área da criançada. Áreas protegidas. É algo possível, que não é caro.

GRUPO O LIBERAL: Na vida da população, é uma reivindicação a melhoria do transporte público. A licitação, em andamento na cidade, basta?
JOSÉ MARIA: Nos estudos que fizemos, deve melhorar muito, não temos dúvida disso.

Foto: SB Notícias

PPS entra com ação contra Mário Heins

Para sermos imparciais, selecionei textos de diferentes jornais sobre o mesmo assunto:

SB NOTÍCIAS:

O PPS (Partido Popular Socialista), presidido pelo sindicalista Cláudio Roberto Pereira, protocolou às 18h20 de ontem (19), no Cartório Eleitoral de Santa Bárbara d’Oeste, uma Ação de Representação Eleitoral contra o candidato ao cargo majoritário do município Mário Celso Heins (PDT), da coligação “Santa Bárbara Merece Mais”.

No documento o partido visa cassação do registro de candidatura e que Heins fique inelegível por três anos. A denúncia o acusa de compra de votos e apresenta provas, como camisetas doadas a um time de futebol amador da cidade.

Na sexta-feira (18), uma representação para investigação judicial de abuso de poder econômico, político e de autoridade, contra o prefeito e candidato a reeleição José Maria de Araújo Junior (PSDB), também foi protocolada no Cartório Eleitoral pelo PP (Partido Progressista).

 

DIÁRIO DE SANTA BÁRBARA:

A Justiça Eleitoral recebeu no sábado à tarde mais uma representação com pedido de investigação judicial eleitoral, desta vez contra o candidato a prefeito pela coligação “Santa Bárbara Merece Mais”, Mário Celso Heins. De autoria do presidente do PPS-Partido Popular Socialista, o sindicalista Cláudio Roberto Pereira, a representação propõe impugnação e a cassação do registro da candidatura de Heins. Pereira acusa o candidato de compra de votos, devido à doação de um jogo de camisas para um time de futebol. “Ao presentear teve a intenção de captar votos”, diz o documento, que traz anexo como comprovantes matérias jornalísticas locais, fotos e um exemplar da camisa doada ao time. No uniforme consta estampado o nome e a logomarca usada por Mário Heins para propaganda de sua clínica médica. “A toda evidência trata-se de um candidato em campanha para o cargo de prefeito, patrocinando uma equipe esportiva em disputa pela final de um campeonato amador, com a clara intenção de obter, em troca, o voto dos patrocinados”. Evidente, portanto, a vinculação existente entre a oferta do material esportivo e a campanha eleitoral do candidato”, diz o documento. Em despacho assinado ontem, o juiz eleitoral mandou notificar Mário Heins para que apresente sua defesa no prazo de cinco dias. Através de assessoria, Heins afirmou que o pedido de impugnação é baseado em ações que antecedem o período eleitoral. “A única motivação para que Cláudio Pereira tenha tomado essa iniciativa só pode ser intriga da oposição, pois o tenho em grande consideração pessoal, admiro seu trabalho no Sindicato, sou médico de sua família e tenho certeza que como prefeito estaremos juntos lutando por novas conquistas para os metalúrgicos de Santa Bárbara”, disse o candidato.

Toyota: SB ou Sorocaba, eis a questão

Primeiro: não sejamos estúpidos. Um investimento de 700 MILHÕES de reais não ia ficar restrito somente à disputa entre Santa Bárbara e Sorocaba. Haviam outros estados que também tinham propostas interessantíssimas para a montadora, no Sul e no Nordeste. A opção pelo estado de SP foi mera conveniência pq a maioria dos fornecedores e mão de obra estão aqui, então não havia necessidade de ir pra fora do estado.

Isso não quer dizer que Santa Bárbara e Sorocaba eram as únicas cotadas, qualquer idiota sabe que existem inúmeras cidades dando até a alma pra uma empresa desse porte se instalar nela. A guerra fiscal é apenas um ponto.

Vejam:

- Sorocaba possui várias universidades e faculdades, entre elas PUC, UNESP, UFSCAR, além de FATEC e várias escolas técnicas. Em contrapartida SBO tem 1 universidade falida, 1 faculdade e 1 escola técnica;

- Sorocaba tem aeroporto, SBO não;

- SBO tem a Bandeirantes? Sorocaba tem Santos Dumont, Raposo Tavares, Castelo Branco;

- Sorocaba tem 560 mil hab; Santa Bárbara tem 184 mil;

- Sorocaba tem IDH de 0,828; SBO, 0,819;

- Sorocaba tem PIB per capita de 16.000,00; SBO, 13.000;

- Sorocaba está distante da capital 90km; SBO, 130km;

- Sorocaba tem 10 ciclovias inauguradas e 8 em construção; SBO tem a João Ometto;

Sorocaba graças ao Centro de Ciências Médicas e Biológicas da PUC e vários hospitais e clínicas é referência no quesito saúde; SBO tem 1 hospital público municipal, um Afonso Ramos mais ou menos e um Hospital Dia que vai atender DEZENAS de cidades… ou seja, barbarense vai ter que esperar em imensas filas de atendimento, pq não há nenhuma vantagem pra nós;

- Sorocaba tem o 31º maior PIB DO PAÍS; SBO não aparece nem na lista dos 100 primeiros;

- Sorocaba tem CETESB, Delegacia Regional do Trabalho, e diversos outros órgãos controladores; SBO não tem NENHUM.

Agora, vamos parar, de uma vez por todas, com a idéia imbecil de que a Romi “tá bancando campanha do prefeito”, esse é o tipo de argumento é extremamente idiota, ignorante e retrógrado. Os fatos e dados falam por si só.

Prefeitos da região ganham mais que presidente; SB está entre elas

Nove prefeitos da região de Campinas ganham salários maiores que o da Presidência da República. O prefeito de Valinhos lidera a lista com um vencimento mensal de R$ 16.456, seguido pelo de Itapira, com salário de R$ 14.300 e por Santa Bárbara d’Oeste, com R$ 13.675.
O prefeito de Jaguariúna, Tarcísio Cleto Chiavegato, reconhece o valor alto, mas alega que o salário é definido pela Câmara de Vereadores. “Representa muito pouco do orçamento, mas eu acredito que o salário é muito alto. Devia ser menos, mas é definido pela Câmara”, disse Chiavegato, que no entanto poderia ter vetado o projeto de lei. A cidade tem 34 mil habitantes.

O secretário de Governo de Americana, Orestes Camargo, justifica o valor de R$ 13.600 pago mensalmente ao prefeito. “Esse é o total que ele ganha, diferentemente de governadores e do presidente da Republico que têm ainda verba de gabinete e uma série de plus em cima disso, de valores adicionais para outros tipos de despesas”, diz Camargo.

Para o cientista político Pedro Rocha Lemos, “não justifica um salário muito além do salário do presidente da República pra governar uma cidade”. Ele explica que o limite de salário de um prefeito está previsto na Constituição e não pode passar de R$ 25.725.

Mas é através de lei municipal que realmente define-se o valor de cada prefeito. “O presidente da Câmara vai nomear uma comissão e essa comissão vai verificar a constitucionalidade do salário. Depois da aprovação pela Câmara, quem promulga e quem dá legalidade a ele é o próprio prefeito e o prefeito pode vetar.”

A produção da EPTV voltou a procurar o prefeito de Jaguariúna para saber por que não vetou o projeto de lei, já que considera o salário alto. Ele não foi encontrado, mas através da assessoria de imprensa, informou que não vetou porque não havia nada de inconstitucional na proposta da Câmara.

Confira a relação dos maiores salários da região

Valinhos: R$ 16.456
Itapira: R$ 14.300
Mogi Guaçu: R$ 13.700 (em 2009 passa a R$ 15.200)
Santa Bárbara d’Oeste: R$ 13.675 (em 2009 vai a R$ 17.263)
Americana: R$ 13.600 (no ano que vem, sobe para R$ 17.036)
Piracicaba: R$ 12.600
Espírito Santo do Pinhal: R$ 12.418
Hortolândia: R$ 12.350

Fonte: EPTV

Toyota confirma a Lula criação de nova fábrica em Sorocaba

Montadora anunciou decisão nesta terça-feira (15) ao presidente Lula. Investimento estimado é de aproximadamente US$ 700 milhões.

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, informou nesta terça-feira (15) que a Toyota construirá uma nova fábrica no Brasil.
A unidade será em Sorocaba (SP) e produzirá um veículo de pequeno porte, que ainda será lançado pela montadora nos próximos anos. A decisão foi comunicada pelo presidente da Toyota no Mercosul, Shozo Kasebe, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, a nova fábrica será capaz de produzir cerca de 150 mil automóveis no final do seu primeiro ano de operação. “Serão gerados 2.500 empregos diretos e cerca de 12.000 mil indiretos. A produção será destinada principalmente para a exportação”, revelou o ministro.

As obras começam em 2009 e o início da produção em 2011. A Toyota já tem uma fábrica no Brasil, em Indaiatuba (SP), onde produz o Corolla. O presidente pediu aos dirigentes da Toyota que direcionem suas exportações principalmente para a América do Sul e a África.

Antes de escolher Sorocaba, a Toyota se reuniu com os governos da Bahia e do Rio de Janeiro para ouvir suas propostas. Contudo, a empresa preferiu privilegiar a logística de fornecedores e transporte de São Paulo, que detém um grande centro automobilístico.

Comentário: pois é, pessoal, Santa Bárbara perdeu mais uma. A grande chance de dar uma arrancada definitiva rumo ao crescimento foi perdida, entregue de mão beijada à outra cidade. Onde está a Secretaria de Desenvolvimento Econômico? Cadê o prefeito? Onde estão esses secretários que só fazem ocupar espaço na prefeitura com salários milionários? Onde está o empenho dos dirigentes da cidade? Cadê o COMPROMISSO, meu Deus do céu???

Câmara compra 2 Honda New Civic

Ontem (5) foram entregues os novos veículos oficiais da Câmara Municial da cidade, dois Honda New Civic, adquiridos através de pregão eletrônico. Segundo o site da casa legislativa, a decisão de compra foi tomada para atender reivindicação de vereadores e motoristas que alegavam que os veículos ”antigos” (Santana 2001) estavam bastante rodadados e vinham apresentando regularmente problemas mecânicos o que –atentem-se bem– ocasionava elevados custos de manutenção e falta se gurança para os usuários! Pois bem, vale ressaltar que o Legislativo desembolsou R$ 16.425,00, 12% do valor total dos automóveis, que custaram, juntos, R$ 120.000,00, pagos pela Caixa Econômica Federal, graças a um acordo firmado para prestação de serviços bancários referentes à folha de pagamento dos servidores públicos municipais.
Agora, eis o mais impressionante, segundo presidente da Câmara, Raimundo (Itaberaba) da Silva (PSDB), os antigos veículos, aqueles mesmos que ofereciam risco à segurança dos usuários e causavam elevadíssimos custos de manutenção, obrigando-os a comprarem dois carros de luxo para que os custos com manutenção fossem mais baixos (?), serão utilizados para serviços administrativos dentro da cidade, e os novos carros, destinados à viagens.

Bom, já que perguntar não ofende: dois Honda New Civic zeros tem um custo mais baixo de manutenção do que os Santanas? E se os carros antigos eram tão terrivelmente perigosos e ofereciam risco vital para os usuários, por que ainda vão continuar em uso, apesar das justificativas de alto custo de manutenção? Quer dizer, então, que não se reduziram os custos, porque agora além dos carros antigos, ainda tem mais novos (!).

Pois é, caro leitor, os argumentos pró e contra se chocam novamente. Não estou questionando a viabilidade do investimento, afinal, 2 New Civic por 16 mil reais é um ótimo negócio, a questão é: a menos a meu ver, dois carros populares iriam satisfazer por completo as necessidades dos excelentíssimos senhores.

Palavra do presidente: “Adquirimos dois excelentes veículos, com pouco investimento, mas que atenderão por muitos anos às necessidades da Câmara Municipal”.

Agora as viagens para Campos do Jordão podem ser feitas com muito mais requinte num carro bem mais sofisticado, e os pacientes levados ao hospital com mais conforto, não é, Darci?

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